Por Roberta Emanuela
Ser dotado de audácia, inteligência, perspicácia. Pessoa bem informada, ligada aos acontecimentos do cotidiano e imensamente “antenada” aos fatos e atos da imprensa como um todo. Não somente por estas características, mas, principalmente, por seu discernimento e criticidade, a figura do ombudsman vem sendo reconhecida e destacada no Brasil. Embora sejam poucos os meios que implantaram esse ofício em seu plantel, a presença desse profissional tem deixado alguns veículos de “cara nova”.
Marcelo Beraba é o ombudsman do Jornal A Folha de São Paulo desde 2004. Sua função primordial é criticar o próprio jornal em que trabalha, através da visão do leitor. Ele interage com as reclamações que recebe por meio de suas publicações. O cargo de Beraba, apesar de bem utilizado por ele, não é muito difundido pelo país, ainda. A forma como a Folha oportuniza o espaço ao leitor, recebendo suas críticas e sugestões e, na pessoa de Marcelo, respondendo aos mesmos, é muito sábia. O público lê e expressa o seu grau de insatisfação ou concordância e o ombudsman fica como mediador entre essas opiniões e o jornal que o emprega. Dessa forma, ambas as partes sentem-se mais à vontade para desenvolver seu pensamento frente aos conteúdos e idéias apresentadas.
Atualmente, apesar da correria diária e o estresse exorbitante, as pessoas se sentem impelidas a participar dos fatos que ocorrem, não obstante o escasso tempo que dispõem. Buscam participação, recepção de suas opiniões como forma de melhoria do país e do jornal em questão, bem como a valorização de sua liberdade de expressão. Procuram incentivar os demais indivíduos a manifestarem os seus desejos enquanto cidadãos e usuários das informações transmitidas. Nesse contexto, o ombudsman é o ouvidor que tem a missão de aprimorar essa busca. Sem dúvida, ainda temos muito que aprender no âmbito comunicacional e nossa evolução depende da construção conjunta desse saber.
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