Por Roberta Emanuela
Mais uma vez recebemos a mesma notícia... Acabara de partir mais uma pessoa inesperadamente. Um ente querido de muitos, um amigo, um ser singelo e cheio de vida, que a teve interrompida bruscamente. Uma pessoa com a mente repleta de planos e o coração envolto por sonhos.
Muitos choram, pensam na saudade que essa pessoa irá deixar, na falta que irá fazer; lembram dos bons e maus momentos ao lado dela e de tantas coisas que ainda fariam juntas, mas que, infelizmente, não poderão se concretizar.
Milhares de pessoas se vão a cada instante. Para cada um que embarca no sono profundo fica alguém que chora entristecido por sua perda.
E o tempo voa velozmente. Ele não espera por ninguém.
As pessoas passam os seus dias correndo, angustiadas para susterem suas famílias e organizarem suas vidas, a fim de conseguirem tudo o que desejam ou consideram necessitar.
Tudo é classificado como urgente e intransferível, principalmente, os deveres no trabalho ou nos estudos. Dá–se importância demais ao acúmulo de bens e desperdiça-se muito tempo em tarefas que não nos enriquecem enquanto seres humanos, apenas sugam nosso vigor e nossos esforços.
Contudo, no meio dessa busca desenfreada, poucas vezes é feita uma pausa para o descanso, para a companhia agradável e revigorante de alguém que se ama.
Não adianta deixarmos para amanhã para desfrutar do convívio daqueles que são importantes para nós. Nunca temos certeza do que nos espera no próximo dia.
Urgente sim é sentir-se feliz: viver em paz, em harmonia consigo mesmo, tendo a certeza de que seus dias não estão passando em vão. É sentir o afago, o carinho, a presença incomparável e indispensável de pessoas que nos querem bem. É crescer na convivência e na troca com os outros.
Toda riqueza material que conseguimos acumular em nossa vida não se compara ao modo como nos sentimos quando vivemos plenos, em felicidade.
A partir do momento em que as pessoas compreenderem que a dimensão do ser transcende a do ter, tudo será ímpar. A vida terá outros tons e a escuridão dos dias pesarosos e sem cor se dissipará.
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