Por Roberta Emanuela
Somos frutos de uma sociedade cheia de miscelâneas: repleta de cores, raças, crenças diversas, indivíduos com diferentes idéias e opiniões. Convivemos com pessoas que se despem de tantos preconceitos e atitudes incoerentes, porém, sofremos ao olhar a nossa volta e contemplar a natureza dando seus derradeiros suspiros de vida.
O mundo está em constante transformação. As pessoas também. Muitas para o bem e o crescimento pessoal. No entanto, outras, entram numa metamorfose negativa, passando a desprezar as pequenas coisas da vida e, principalmente, o zelo pela natureza. Buscam somente a riqueza material, a ostentação de uma vida confortável e prazerosa, mas esquecem que seu bem-estar também depende do cuidado que têm com o meio em que vivem.
É muito triste perceber o descaso de grande parte das pessoas com a flora e a fauna que nos cerca! É alarmante e decepcionante assistir à mortandade dos peixes, o desmatamento das florestas, as queimadas, a extração desenfreada dos recursos naturais, a falta de cuidado que os indivíduos estão tendo com o meio ambiente. Tamanha é a gravidade em que o universo se encontra que corremos o risco de ver a água se extinguir em breve!Muitas pessoas nem têm consciência disso e continuam desperdiçando esse bem maravilhoso do qual dispomos.
Certamente, muitas delas pensam da mesma forma: eu sou apenas um, remando contra a correnteza, tentando modificar positivamente o meu espaço e aqueles que comigo convivem. Dificilmente conseguirei ver os resultados dos meus esforços... Engana-se quem pensa assim. È a partir da convicção de seu poder de mudança e de sua importante contribuição para a construção de um pensamento voltado às questões ambientais que começaremos a trilhar os preciosos caminhos do respeito e do desvelo a todos os seres vivos. Cada um tem de promover uma reciclagem no seu modo de agir e pensar. É preciso fazer uso das capacidades que recebemos do Criador: preservando, cultivando, plantando e alimentando os outros seres. O nosso habitat também é deles e não temos o direito de exterminá-lo com a nossa inconseqüência. Não há quem possa contra as más ações do homem, se não ele próprio.
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