quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Uma dor visceral


Por Roberta Emanuela

A água, embora muitas pessoas não se dêem conta, é um dos bens mais preciosos que possuímos atualmente: não somente pelas variadas formas de uso que ela apresenta, mas, principalmente, pela escassez desse recurso natural.

Visivelmente, a falta da água é um grande empecilho para acreditar na continuidade das espécies nos tempos que estão por vir. O nosso futuro e a continuidade de nossas vidas e de toda humanidade dependem da existência desse líquido vital.

Considerando que três quartos da superfície da Terra são cobertos de água e somente 0,04% de toda a água do planeta está disponível para o consumo, devemos ficar realmente alarmados.

No deserto do Atacama, por exemplo, existe uma grande luta travada entre judeus e muçulmanos devido à falta de água. Nesse local, pessoas chegam ao extremo de roubarem água para poderem sobreviver.

Em contrapartida, há também outros locais no mundo cruelmente pobres que possuem água, contudo, a mesma encontra-se terrivelmente poluída.

Estamos chegando num ponto crucial de nossa existência: ou valorizamos esse nutriente essencial para nossas vidas, ou estaremos deixando que a nossa própria falta de consciência elimine nossa raça do planeta.

Não adianta assustarmos as crianças exibindo-lhes imagens de como será o seu péssimo futuro sem vida, se nós mesmos não agirmos para modificar nossos próprios atos no presente.

Não é preciso temer somente pelo que está por vir, basta abrir os olhos para a realidade e notar que o mundo a nossa volta está doente. Muito doente. Pessoas não devem lutar pela falta de água enquanto outras a desperdiçam. Criaturas não devem morrer de sede enquanto pessoas sem consciência e sem respeito poluem.

Dia 22 de março é o Dia Mundial da Água. Façamos com que esta data possa se repetir infindas vezes.

É preciso começar hoje o que não pode mais ser adiado. Amanhã pode ser tarde para tentar reverter essa lastimável situação.

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