Por Roberta Emanuela
Os avanços tecnológicos, por vezes constantes e surpreendentes, têm nos colocado diante de uma questão muito intrigante: qual será o futuro do jornalista e do modo de fazer jornalismo?
Existem inúmeras respostas incertas para essa pergunta tão complexa, porém, o que se pode afirmar é que, independente da maneira como o jornalismo será conduzido daqui para frente, certamente haverão mudanças, talvez bem sutis ou quem sabe, radicais.
Há quem diga que os jornais impressos estão com os seus dias contados, pois deverão dar lugar ao jornalismo online, o qual é dotado de mais imediatismo e velocidade na transmissão de fatos, dados e notícias, dentre outras características que o favorecem. Como exemplos, temos os diversos sites de jornais renomados e, agora, os blogs.
Experimentos feitos por alguns jornais transpuseram o modelo do jornal impresso para a tela dos computadores, isto é, o leitor pode ler o seu jornal tranqüilamente à frente do seu micro, sem precisar sequer folhear suas páginas, visto que, com um simples clique isto se resolve. Modernidade? Obviamente. Mas, será que todos os leitores estão preparados para esta evolução?
Várias indagações passam em nossas mentes quando se trata de transformações e nem sempre é possível prever o sucesso ou insucesso de uma inovação dessa proporção. Contudo, somente se houver uma real tentativa, é que poderemos ter essa confirmação.
Seguramente, muitas pessoas preferem ter contato tátil com o seu instrumento informativo: preferem as folhas cheias de estilo, com aquelas características singulares que só o jornal impresso tem. Contudo, o desenvolvimento está batendo à nossa porta. É hora de abri-la ou não.
Ultimamente, estão em ascensão os blogs, que são semelhantes à home pages, onde os autores procuram retratar os assuntos que se passam no dia-a-dia, bem como impressões pessoais que têm a respeito. Nestes, além de ter acesso às informações, é possível adicionar comentários aos posts, como são chamadas as publicações feitas. Trata-se de um recurso interessante e de fácil uso.
Acredita-se que a internet será a base principal para o fluxo informativo, principalmente, porque este é um ramo que está sendo bastante incrementado em termos de provedores de conexão, como placas de celular e outros meios que poderão facilitar os acessos. Quando um jornalista estiver mediante a um acontecimento inédito e precisar transmiti-lo ao seu jornal com muita rapidez, talvez mesmo antes de retornar à redação, poderá utilizar-se desta ferramenta, efetuando o envio dos dados.
Portanto, assim como os fatos ocorrem velozmente, também as pessoas têm de acompanhar os avanços e manterem-se em constante atualização. O jornalista será a peça propulsora deste contexto evolutivo, pois, o profissional de comunicação deverá estar cada vez mais sintonizado com o que se passa no mundo e especializado nos mais diversos assuntos, para que as suas contribuições sejam sempre excepcionais.
Sem dúvida, todos procuram o inédito, o que ninguém sabia ou nem sonhou saber. Isto já ocorre nos dias atuais, mas certamente terá uma maior cobrança e poderá definir a preferência por um escritor ou veículo, com maior precisão. Ou seja, hoje procuramos as informações em várias fontes, entretanto, no futuro, os leitores poderão exigir que essa riqueza de dados esteja concentrada em um só comunicador, o qual deverá apresentar uma série de aspectos a respeito de um mesmo assunto e dar vazão ao seu mais amplo sentido. É apenas uma hipótese, porém pode se concretizar pela falta de tempo, disponibilidade dos indivíduos e até mesmo, comodidade.
O futuro do jornalismo realmente é uma incógnita, entretanto o que se espera é que só venha a despertar mais e mais o interesse do público e proporcionar um melhor entendimento e conhecimento do mundo para todos.
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