quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Eu e meus botões...


Por Roberta Emanuela

Todos os dias quando acordo e ligo a televisão tenho a mesma impressão: será que só acontecem atrocidades à minha volta?

Outro dia, em uma aula de Ética Geral, a professora nos levou a “julgar” as informações que recebemos diariamente. Muitos colegas prontamente responderam que, se torcêssemos um jornal, chegaria a escorrer sangue dele. Isso, em virtude de tantas notícias horrendas com as quais nos deparamos diariamente: é só sangue, tristeza, violência, destruição.

Não sei se a mídia é sensacionalista, se o público só se interessa ferozmente pelas notícias em que têm sangue, mas sei que estou sentindo esse mundo de pernas para o ar.

Meus pais não me ensinaram a conviver com isso, não me disseram que eu iria sentir dor ao ver tantas coisas ruins acontecendo. Eles me disciplinaram para que eu fosse uma garota correta, bem educada e esforçada, mas não me falaram que, para crescer, eu teria de sofrer. Mesmo assim, digo e repito: meus pais me ensinaram muito e a cada dia que passa aprendo mais com eles, seus conselhos, suas palavras, seus atos.

Estou tão acostumada a seguir meu estilo tranqüilo, de pessoa centrada, conservadora e certinha. Não vejo graça em “encher a cara”, não posso com o cheiro do cigarro. Essas coisas me repugnam. Sinceramente, eu prefiro ser “careta”. É, prefiro andar na linha, caminhar a favor do vento bom.

Já perdi muitas pessoas que amava por motivos revoltosos, combinações indevidas que resultaram no que eu mais temo: a perda. Álcool e direção, cigarro e saúde são coisas que definitivamente não combinam. Na verdade, eu sei disso, mas muitas pessoas que estão ao meu redor não sabem...ou fingem que não.

Eu não me privo dos prazeres da vida, porém para mim, os deleites são outros: amor, carinho, paz, ternura, afeto, compreensão; conhecimento, êxito, profissionalismo, aventuras... Nada disso prejudica as outras pessoas. Disso eu tenho certeza! Amor demais não mata. Conhecimento de sobra não existe, sempre há algo a aprender. Todos os carinhos do mundo reunidos não causariam mal a ninguém.

Existem muitas formas de sentir-se extasiado e completo. Não são as drogas que farão isso por nós! Eu já sei disso e espero que um dia toda humanidade faça essa descoberta.

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