quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Pátria amada, Brasil


Por Roberta Emanuela

Pequenos, adultos, estudantes, professores; enfim, a comunidade em geral está se preparando para comemorar a Independência do Brasil. Uma data tão esperada, uma comemoração tão evocada. São festejos esplendorosos, imbuídos de muito verde e amarelo, azul e branco, preparados com extremo carinho e dedicação por todos aqueles que se empenham para verem inúmeras ruas adornadas com as cores da bandeira e os belíssimos desfiles para tal fim preparados.

As crianças se organizam, preparam os passos da “marcha” e roupas características, muito alegres e criativas, com certeza. No entanto, torna-se imprescindível perguntar: será que temos mesmo muito que comemorar?

Sim, o passado é cheio de glórias e vitórias, mas... E o presente? O que está havendo com o nosso país? Devemos celebrar a pobreza, a miséria, a precariedade na saúde e na segurança dos cidadãos? Comemorar nossa sociedade tão desigual e nossos políticos enfadonhos?

O povo brasileiro ora tão judiado e sofrido, ainda acalenta sonhos, utopias; a esperança de ver nos olhos de seus filhos o amor pela sua terra e sua bandeira, a satisfação de viver em um país tão rico. Rico de cultura, de miscigenações entre os povos, de pessoas criativas e empenhadas pela construção de um presente e futuro mais honrados.

Ponderemos todos sobre o quê verdadeiramente devemos festejar. Pensemos mais ainda no que deve ser feito para que nossa Pátria seja realmente amada.

Entendamos: nós somos a geração que pode modificar o que não achamos correto, não devemos esperar que outros o façam. Precisamos educar nossa própria sociedade para a mudança construtiva, para a luta, para a firmeza de decisão e a escolha de políticos que realmente batalhem e trabalhem a nosso favor.

A nossa dignidade como cidadãos brasileiros está acima de todo e qualquer escrúpulo ou problema que possa abalar esse sentimento. Nós devemos incitar a mudança e fazer todo o possível para que ela realmente se concretize.


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